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Ano 42 - Nº 2144

16 de Outubro de 2026

2144

AUMENTAM OS CASOS DE DOENÇA DIARREICA NA CIDADE

Notícias

16/10/2026
AUMENTAM OS CASOS DE DOENÇA DIARREICA NA CIDADE

A ocorrência de doenças diarreicas tem chamado a atenção da secretaria de saúde, já que do mês de agosto à 1ª semana de setembro (apenas 45 dias), a Vigilância Epidemiológica registrou cerca de 1.890 casos no município. Para saber mais, a reportagem GP conversou com a enfermeira Karina Merlin, da Vigilância Epidemiológica que, em resumo, disse que “as doenças diarreicas acometem o sistema digestivo, causando fezes amolecidas ou líquidas que são provocadas por vírus, bactérias e parasitas. A transmissão ocorre pelo consumo de água ou alimentos contaminados e pela má higienização das mãos, no contato de uma pessoa com outra. O maior risco é a desidratação, quando os doentes devem ingerir bastante líquidos, usar soro de reidratação oral e manter uma alimentação leve, evitando gorduras. Vale lembrar que crianças, idosos e imunossuprimidos exigem atenção redobrada, pois desidratam mais rápido ou têm mais dificuldade para combater a infecção. Para se prevenir, tem de lavar as mãos com água e sabão, usar álcool em gel e higienizar bem os alimentos. Afinal, essa doença se prolifera rapidamente em ambientes familiares. Inclusive, é comum a gente ter uma pessoa adoecida na casa e dois ou três dias depois, toda aquela família estar contaminada.”

FAÇA A SUA PARTE - A reportagem GP conversou também com o coordenador da Vigilância em Saúde Ambiental, Douglas Duarte. Veja o resumo.
“A vigilância municipal coleta mensalmente vinte amostras de água nos cavaletes da concessionária, apresentando ótimos resultados sem contaminações. Contudo, sempre é bom fazer recomendações à população, como: * limpar e desinfectar a caixa d´água e as tubulações, a cada 6 meses, porque caixas destampadas ou com frestas acumulam fezes e animais mortos, como pombos, desenvolvendo patógenos que causam diarreia; * utilizar hipoclorito de sódio a 2,5% nas dosagens recomendadas, especialmente para desinfectar alimentos; * evitar consumir água de minas e poços artesianos não controlados. Algumas regiões da cidade já apresentaram contaminação severa por Escherichia coli e coliformes totais,” adverte Douglas.

A enfermeira Karina Merlin e o coordenador da Vigilância em Saúde Ambiental, Douglas Duarte: “É comum a gente ter uma pessoa adoecida na casa e dois ou três dias depois, toda aquela família estar contaminada”

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