Selo GP - Rodrigo Roreli Laço
Fundação:
Francisco Gabriel Bié Barbosa
Alcance, credibilidade e
imparcialidade,
desde 84
ANO 38 - Nº 1917
Pará de Minas 13/05/2022


exclusivo

GERANDO PERGUNTAS

exclusivo

GOL DE PLACA

exclusivo

GOSTOSURAS PRÁTICAS

exclusivo

SOCIEDADE GP

exclusivo

GENTE PEQUENA

exclusivo

GALERA PARTICIPANTE

exclusivo

GOTA POÉTICA

exclusivo

GRANDE PATRIMÔNIO

exclusivo

GALERA PLANTONISTA

exclusivo

GRITO POPULAR

exclusivo

GENTE PENSANTE

exclusivo

“FIQUEI LIGADA A UM MONTE DE APARELHOS, MAS NÃO TINHA MAIS O CÂNCER NO MEU CORPO”

exclusivo

O mais tradicional evento cultural da cidade debateu sobre a VIDA PÓS-PANDEMIA

exclusivo

HISTÓRIA DE VIDA

LEVINO DA COSTA DE JESUS, 115
Adoro o GP Jornal

TÁ NA GAZETA? TÁ NA HISTÓRIA!

“Por ser sério, o GP Jornal é muito respeitado na cidade!”
JOSÉ IRINEU SILVA, empresário.

GENTE PENSANTE 
GENTE PENSANTE

       Bié Barbosa

GENTE PENSANTE 
BIÉ BARBOSA, jornalista e publicitário (UFMG), nascido em Pará de Minas em 22/11/53, é casado com Maíza Lage com quem tem 4 filhos. SEU LEMA: “O SENHOR É MEU PASTOR, NADA ME FALTARÁ”!


COMPRE A GAZETA NAS BANCAS: * PADARIAS: BARIRI, CAFÉ COM LEITE e FRANÇA; * BANCAS: MARIA JOSÉ (EE Governador Valadares) e FRANCISCO (ao lado do Santander); * STOP SHOP, etc..

Veja também a crônica deste mesmo colunista da edição 1891 abaixo: 

POR QUE CRIANÇAS E VELHOS RECEBEM TÃO POUCA ATENÇÃO DAS PESSOAS?

Era tão evidente que aquele pai tinha os dois olhos sempre virados para a filha de aproximados doze anos. O filho, talvez oito, quase não tinha a atenção dele e aquilo chamou a atenção do homem de 3ª idade, quando o menino clamava pela atenção do pai, para ver o que ele estava conseguindo fazer na piscina do clube. Entretanto, o pai, empurrando a filhota no balanço ao lado, sequer ouvia os seus chamados. Balançava a filha no alto, enquanto o filho gritava:

- Pai, pai! Veja o que eu estou fazendo!

Nesta hora, sentou-se ao lado do homem idoso uma elegante mulher, que puxou conversa:

- Eu estava, aqui do lado, observando o senhor olhando aquele pai balançando a filhota. Pensei: o senhor deve estar lembrando de coisas boas do seu passado...

O velho olhou a moça curiosa e respondeu:

- Pra falar a verdade, não estava me lembrando do meu passado. Estou apenas observando como esse pai não tem ouvidos para o próprio filho. O menino grita, grita e grita, mas ele não ouve. Só tem ouvidos para a filha... Fiquei com pena do filho, olhando tão decepcionado para o pai...

A mulher elegante, que também sempre frequentava aquele clube, comentou:

- Eu conheço esse casal e, apesar de não ter observado, ainda, a forma como o pai trata o filho, parece que a mãe, por sua vez, só tem olhos para o filho. Observei que, apesar dele já ter oito, talvez nove anos, ela o trata como se ele fosse uma criança de três anos. Inclusive o chama de Meu Bebêzinho, o tempo todo. E, diferentemente do pai, ela, por sua vez,  nunca tem ouvidos para a filha. Já a ouvi berrando pela mãe, várias vezes, aqui no clube e ela nem tchum... O que hoje está incomodando o senhor, em relação ao garoto, já me incomodou demais, sobre a maneira como a mãe ignora a filha. A gente que é mãe e pai, como o senhor, observa essas coisas, não é mesmo? 

O velho nada disse e continuou olhando para o garoto, sozinho na piscina, sem ter a atenção do pai. Daí a pouco, ele olhou para a mulher elegante e disse, com os olhos mais tristes do mundo:

- Não tive filhos. O problema não é esse... Fico triste, porque os velhos, como eu, bem como as crianças, são as categorias mais oprimidas da sociedade. Ninguém presta atenção no que a gente está dizendo ou querendo dizer... Talvez, seja por causa da busca desesperada por tudo que as crianças sempre têm... e por esse cansaço de tudo na vida que nós, velhos, sentimos...

E você, concorda que as pessoas, em geral, dão muito pouca atenção para as crianças e velhos?

UMA BOA LEITURA!


O editor GP escreve mais uma crônica: A alegria de trabalhar, diariamente, com o que, realmente, se gosta


Mais da Gazeta