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Pará de Minas 13/05/2022


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       Bié Barbosa

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BIÉ BARBOSA, jornalista e publicitário (UFMG), nascido em Pará de Minas em 22/11/53, é casado com Maíza Lage com quem tem 4 filhos. SEU LEMA: “O SENHOR É MEU PASTOR, NADA ME FALTARÁ”!


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Veja também a crônica deste mesmo colunista da edição 1897 abaixo: 

OS FOFOQUEIROS DE PLANTÃO ESTÃO SEMPRE SEMEANDO DISCÓRDIA, POR ONDE PASSAM...

Naquela pequena cidade, quando o seu povo pensava que, após a morte da fofoqueira mor, haveria uma trégua, o sucessor dele, com o dobro - quiçá o triplo - de sua maldade, sempre enfiando o dedo, fundo, nas feridas dos outros, tentando, em vão, encobertar a sua própria. Como se não bastasse um único e terrível fofoqueiro, as redes sociais fizeram surgir, do nada, um monte de outros. Sábado desses, em um conceituado salão de beleza da cidade, as clientes foram chegando, bem cedinho, porque havia muitos casamentos naquele dia. E aonde acumulam-se mulheres, com raras exceções, surgem, todos sabem, variadas conversas. Naquela manhã, eles estavam falando, muito, de duas festas realizadas, semanas antes. A loira engraçada e risonha foi quem começou a sessão, dizendo:

- Gente, eu não fui convidada para aquele tal casamento e nem liguei, porque fiquei sabendo que foi uma festinha mixuruca, para um titico de gente. Sou amiga do fofoqueiro tal, que me disse, em 1ª mão, que teve também muita gente saindo de lá, colocando defeito no buffet e até na coragem da noiva ter colocado vestido grudado, sendo que nem corpo pra isso ela tem (risos).

Ninguém falou o nome, mas todos ali sabiam, exatamente, que noiva era aquela. A mulher de semblante sério, que não riu, falou:

- Detesto fofocas e o povo dessa cidade ama uma, não é mesmo? Por essas e outras que eu sugeri à minha filha não fazer recepção, no casamento dela. Afinal, sempre tem gente invejosa entre os convidados, que vai comer, beber e dançar mais que todo mundo e, depois, vai procurar um defeitinho, pra descer o pau na festa. Ainda bem que a minha filha me ouviu, não fez festa e gastou o dinheiro todo em uma inesquecível lua de mel, de vinte e cinco dias, ao exterior.

A loira engraçada e risonha fingiu que não era com ela o que a mulher de semblante sério havia insinuado e continuou com as fofocas:

- Vinte e cinco dias de lua de mel? Meu sonho! Mas a tal noiva que eu estava

falando nem viagem de lua de mel teve... (mais risos).

Nessa hora, a mulher de semblante sério, que tinha acabado de falar que não gostar de fofocas, falou para a loura engraçada e risonha:

- Falando nisso de ser ou não ser convidada para um casamento, outro dia, fui convidada para prestar uma homenagem em um evento e saí de lá indignada. Gente, nunca vi um desfile de tanta gente sem expressão social ou profissional. Como se não bastasse, quando pegavam o microfone, disparavam a agradecer papai, mamãe e nem sei mais a quem... Só faltaram agradecer a Xuxa! (muitos risos). A impressão que tive é que aquelas pessoas se acham, realmente, muito melhores do que todas as outras. Preguiiiça daquilo tudo! Que trem mais comercial e sem a mínima emoção...

Nessa hora, a maquiadora da capital, que ali estava, porque havia sido contratada para maquiar a noiva e algumas pessoas de sua família, falou, categórica:

- Se esses fofoqueiros todos existem nessa cidade é porque tem quem os leia. E se tem gente que gosta de ler o que eles escrevem, me desculpem, mas é porque o povo dessa cidade, em geral, é, realmente, muito fofoqueiro. Inclusive aqueles que falam que não gostam de fofocas... (nessa hora, deu uma olhada de rabisco de olho, para a mulher de semblante sério). 

E você, o que pensa das pessoas que garantem que não gostam de fofocas, mas vivem fofocando?

UMA BOA LEITURA!



O editor GP escreve mais uma crônica: Quando a distância entre o presente e o futuro vai só se encurtando


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