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Pará de Minas 13/05/2022


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       Bié Barbosa


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BIÉ BARBOSA, jornalista e publicitário (UFMG), nascido em Pará de Minas em 22/11/53, é casado com Maíza Lage com quem tem 4 filhos. SEU LEMA: “O SENHOR É MEU PASTOR, NADA ME FALTARÁ”!


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Veja também a crônica deste mesmo colunista da edição 1902 abaixo: 

QUE SENTIMENTOS FAZEM PARTE DO LUTO?

Quando a tão triste notícia chegou, inesperada como um tsunami, não ficou pedra sobre pedra, naquela família. Nessas horas, quando a morte bate à porta, de maneira tão abrupta, não há como não sentir uma dor gigante. E literalmente, dois buracos se abrem: um no peito e outro sobre os pés... E para viver um luto assim, até se chegar à aceitação, o caminho é longo e muito dolorido. Tantas perguntas passam pela cabeça, mas não surge nenhuma resposta que explique ou amenize a perda de uma pessoa tão próxima, querida e ainda jovem. Como o homem de meia idade não achava as respostas que tanto queria ouvir, ele resolveu procurar um analista renomado, que usava cabelos presos em coque, no alto da cabeça e brinco dourado de argola, na orelha esquerda. Após ouvir o homem de meia idade expor o motivo de ter ido até ali, ele perguntou, friamente:

- Faz quanto tempo que isso aconteceu?

- Menos de um mês...

- Em que fase você se encontra hoje?

O homem analisado perguntou:

- Como assim?

- O luto nos obriga a viver cinco fases distintas. Começa com a negação; depois vem a raiva; aí, tem início a negociação; em seguida, vem o estágio da melancolia, da tristeza, da solidão e da saudade; e, por fim, a aceitação.

- O 1º sentimento que eu tive, ao me deparar com aquela cena não foi de negação, como você disse. Foi um sentimento muito mais forte... foi de ódio mesmo! Fiquei culpando aquela pessoa por ter feito aquilo...

O psicanalista interveio, novamente frio:

- Veja bem! Eu citei para você cinco fases, mas isso não quer dizer que elas acontecem na ordem que eu falei. Elas podem se misturar, dependendo do luto e da pessoa que o está vivenciando. Não existe ninguém igual a ninguém...

O homem de meia idade interrompeu o analista, dizendo:

- Ok! Eu já passei pelo ódio ou raiva... como queira; já superei a negação, porque sei que ele se foi, para sempre, e ponto final! Mas não sei do trata essa tal de negociação...

- Negociação é algo religioso ou ligado à alguma fé, para que a vida, finalmente, volte a ser como era, com risos, alegria, cantos... tudo como era antes.

- Estou passando por essa... Nunca rezei tanto, como agora, mas as coisas ainda não voltaram a ser, como antes, mas está por pouco... Agora, não vou mentir: morro de medo do 4º estágio, da tristeza, de cair em depressão, que sempre chega sorrateira e silenciosa, não é mesmo?

O psicanalista concluiu:

- Acredito que sim e essa fase requer muita conversa e intervenções, para não cair na tristeza aguda. Você veio na hora certa e, daqui a pouco, já chegaremos na aceitação, período em que você não negará mais esses tristes momentos e, como você bem disse, colocará um ponto final nisso tudo!

E você, como costuma a vivenciar os inevitáveis lutos de sua vida?

UMA BOA LEITURA!


O editor GP escreve mais uma crônica: ESTAMPADA NO ROSTO OU NÃO, CADA UM CARREGA SUA DOR...


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