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Pará de Minas 13/05/2022


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       Bié Barbosa
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BIÉ BARBOSA, jornalista e publicitário (UFMG), nascido em Pará de Minas em 22/11/53, é casado com Maíza Lage com quem tem 4 filhos. SEU LEMA: “O SENHOR É MEU PASTOR, NADA ME FALTARÁ”!


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Veja também a crônica deste mesmo colunista da edição 1903 abaixo: 

ESTAMPADA NO ROSTO OU NÃO, CADA UM CARREGA SUA DOR...

No velório que, para esses dias de covid, foi até concorrido, as pessoas foram chegando, sem se aglomerar. Mais isolado do que todos os outros, o homem de cabelos negros, usando terno, camisa, gravata e sapatos também pretos, sequer tirou os óculos escuríssimos, durante as quatro horas daquela desnecessária exposição pública do corpo do falecido. Porém, por detrás daquelas lentes muito negras, os olhos espertos daquele homem nada perdiam, tentando captar as expressões dos sentimentos dos familiares daquele defunto. Assim, ele percebeu a mãe inquieta, entrando e saindo da sala, onde estava a urna do jovem filho. Ela falava coisas tristes e repetidas, toda vez que recebia um abraço de conforto. Em seguida, voltava para ficar ao lado do corpo do filho, passando os dedos da mão direita, levemente, sobre as mãos frias e amarelas dele. Tete a tete com a morte, não soltou uma lágrima sequer. Porém, movia os lábios, o tempo todo, sem emitir som algum. A impressão que ela passava para o homem de roupa negra é de que ela estaria negando tudo aquilo, dizendo algo para si mesma. Naquela mesma sala, sentado e impávido, estava também o pai do rapaz que, além de nada falar, também não chorava. Recebia os cumprimentos, sem abraços e agradecia, balançando apenas a cabeça, pra baixo e pra cima. Ao lado dele, a filha, com a mão direita sobre a perna dele, chorava, copiosamente. A namorada do falecido estava no quarto ao lado, amparada por parentes e amigos, de onde se ouviam os seus berros adolescentes:

- Ô, Deus! por que não me leva também? Isso não é justo! (choro).

A tristeza daquela família chegou ao apogeu, quando os funcionários da funerária entraram na sala, para fechar a urna, levando o corpo para o sepultamento. Nessa hora, quem ainda não havia chorado, debulhou-se em lágrimas. Quando a urna foi descendo para o buraco úmido do túmulo, o homem de roupas negras começou a falar, deixando claro porque observava, tão atentamente, aquele família. Primeiramente, apresentou-se como pastor, disse seu nome e começou um tocante discurso:

- Não há como negar que foi um terrível acidente... Sentir a partida de uma pessoa tão jovem todo mundo sente! O que varia é a forma de externar esses sentimentos e isso varia de pessoa para pessoa. Portanto, ao ver uma pessoa da família que não chora e outra, que grita, nenhum de nós deve julgar. Afinal, a dor é interna, invisível e não há como explicá-la ou compará-la. Mas estejam certos de que cada um carrega hoje uma grande dor... 

E você, consegue externar a sua dor, nessas horas?

UMA BOA LEITURA!


O editor GP escreve mais uma crônica: JORNAIS SEM GOVERNO OU GOVERNOS SEM JORNAIS?


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