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Pará de Minas 13/05/2022


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       Bié Barbosa


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BIÉ BARBOSA, jornalista e publicitário (UFMG), nascido em Pará de Minas em 22/11/53, é casado com Maíza Lage com quem tem 4 filhos. SEU LEMA: “O SENHOR É MEU PASTOR, NADA ME FALTARÁ”!


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Veja também a crônica deste mesmo colunista da edição 1908 abaixo: 

QUANDO O CORAÇÃO ESTÁ MUITO ANGUSTIADO É NECESSÁRIO DAR UMA TRÉGUA

Na ampla e, até então, alegre residência, de repente, a tristeza invadiu todos os espaços. Não houve quem superasse gesto tão inesperado e violento. Os olhos, que antes só viam e viam só nuvens alvas, agora só viam, turvas sobre aquelas vidas... Não houve quem não sofresse, externando sentimentos ou não. Os pessimistas ficaram ainda mais pessimistas e não viam mais um palmo, sequer, além de seus próprios narizes. Os otimistas, de quem era esperado rápida superação, também ficaram muito mal, num entrave geral. E assim, os pessimistas passaram a lamentar essa mais nova angústia. Os otimistas tentaram levantar, diariamente, pontos positivos para neles se agarrarem, mas nenhum deles tinha raiz forte o suficiente para aguentar o peso daqueles que, realmente, ficaram trancafiados naquele poço sem fundo. Quando um ou outro deles achava que estava conseguindo sair, despencavam, novamente. Uma daquelas pessoas otimistas, percebendo que, dessa vez, não conseguiria vencer sozinha tão estarrecedora situação, procurou ajuda de um psicanalista experiente. Na 1ª sessão, relatou sobre tão grande e dolorida perda, quando, durante quarenta minutos, falou muito, mas nada ou quase nada do que pensava ouvir, ouviu. Naquele dia cinza, em vários momentos, sua fala foi interrompida por choros e soluços. Saiu dali em prantos, já que não ouviu nada que conseguisse reverter aquela situação.

Dias depois, durante uma missa de domingo, quando o padre, ao encerrar ao sua tocante homilia, disse, como se falasse diretamente para aquela sofrida pessoa, que ele, sequer, conhecia:

- Às vezes, olhos que choram são incapazes de enxergar que, por detrás de nuvens turvas há sempre o sol a brilhar!

Essas palavras trouxeram um breve conforto àquele coração angustiado. Dias depois, quando um parente muito próximo, mas ausente, anunciou que chegaria àquela residência com a família dele, a tristeza, enfim, começou a perder o foco. E assim, aos poucos, aquela angústia de ter perdido alguém tão próximo foi se amenizando, uma vez que o olhar daquela pessoa fixou-se em outras coisas, como organizar a casa, providenciar as limpezas de portas, janelas, paredes, molduras de quadros, etc.. Belos enfeites e jarros esquecidos no fundo do armário, reapareceram, dando nova vida àquela, até então, alegre residência. Fora isso, as mentes se distraírem um pouco, ao fazerem, por exemplo, compras de comidas e bebidas especiais, além de lembrancinhas...

E você, quando o seu coração está muito angustiado, consegue dar uma trégua?

UMA BOA LEITURA!


O editor GP escreve mais uma crônica: QUANDO A LUZ NO FIM DO TÚNEL NÃO PASSA DE UM BREU SEM FIM...


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