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Pará de Minas 13/05/2022


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       Bié Barbosa

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BIÉ BARBOSA, jornalista e publicitário (UFMG), nascido em Pará de Minas em 22/11/53, é casado com Maíza Lage com quem tem 4 filhos. SEU LEMA: “O SENHOR É MEU PASTOR, NADA ME FALTARÁ”!


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Veja também a crônica deste mesmo colunista da edição 1910 abaixo: 

QUANDO NADA PREENCHE O BURACO EXISTENTE NO PEITO

O homem, ainda jovem, lutou muito na vida, para chegar aonde chegou. Com diploma superior nas mãos, clientela garantida e até um bom cargo público conquistado poderia estar plenamente realizado, mas não. Em seu interior havia algo que o inquietava, diariamente, principalmente, quando amanhecia e sempre soltava um longo e doído suspiro. A esposa, morando com ele, há pouco tempo, após festivo casamento, veio observando aquela tristeza encobertada pelo sorriso fácil que ele sempre teve. Certa manhã de sábado, resolveu indagá-lo, durante o cheiroso café da manhã:

- Amor, tenho observado que, toda manhã, antes de sair da cama que você tem dado, sempre, um suspiro muito profundo e eu fico sem entender que tristeza é essa. Logo você, tão jovem e realizado...

O marido tentou desviar a conversa:

- Não fique colocando minhoca na sua cabeça, não. Não tem nada disso não! Sempre suspirei assim. Meu irmão, que dormia no mesmo quarto que eu, até brincava comigo, toda manhã:

- Xiii! A Maria das Dores acordou!!!

A esposa, não se dando por satisfeita, insistiu:

- Por que você não olha tudo que você já construiu e continuará construindo?

Você é um vencedor! Há momento em que eu fico até pensando, sinceramente, se você arrependeu-se de ter se casado comigo.

- Não, amor! De jeito nenhum! Não tem nada a ver com você... é comigo mesmo...

- Então, me fale, pelo amor de Deus, o que está acontecendo? Não aguento mais você suspirando assim, toda manhã...

O homem ficou calado durante um bom tempo, com expressão extremamente triste. Depois de dar mais um triste suspiro, abriu o coração para a esposa, com grande dificuldade:

- Você acha que é fácil carregar esse buraco enorme no peito que é não ter sido reconhecido, ao nascer, pelo próprio pai? O meu grande sonho continua sendo ter na minha certidão de nascimento o nome da minha mãe junto com o do meu pai (choro compulsivo). O dinheiro e o cargo invejado que ocupo hoje nunca me darão um sobrenome nobre, coisa que nunca tive... Sequer sou aceito pela sociedade. A granfinagem não se mistura com gente como eu, sem pedigree. Aliás, misturar até que eles se misturam, porque eu tenho dinheiro para pagar e ir em todo lugar que eles vão, mas nunca vão me aceitar como um deles... Pra eles, eu sempre serei um bastardo! (novo choro).

E você, já pensou na tristeza que deve ser não ter nome do pai na certidão?

UMA BOA LEITURA!




O editor GP escreve mais uma crônica: O MESMO PAU QUE BATE EM CHICO TEM QUE BATER EM FRANCISCO?


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