Selo GP - Rodrigo Roreli Laço
Fundação:
Francisco Gabriel Bié Barbosa
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ANO 38 - Nº 1931
Pará de Minas 18/08/2022


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HISTÓRIA DE VIDA

WANDERCY CORREA STEIN, 85
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TÁ NA GAZETA? TÁ NA HISTÓRIA!

“A GAZETA sempre mantém a população pará-minense atualizada, com informações precisas!”
CARLOS ALBERTO DE MOURA MORATO, empresário.

GENTE PENSANTE 

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       Bié Barbosa


GENTE PENSANTE 
BIÉ BARBOSA, jornalista e publicitário (UFMG), nascido em Pará de Minas em 22/11/53, é casado com Maíza Lage com quem tem 4 filhos. SEU LEMA: “O SENHOR É MEU PASTOR, NADA ME FALTARÁ”!


* VOCÊ ENCONTRA A GAZETA NAS SEGUINTES PADARIAS: BARIRI (São José), CAFÉ COM LEITE (São Luiz) e FRANÇA (rua Direita); * MERCEARIA DONA BENTA (São José) * NAS BANCAS: FELIPE (em frente à EE Governador Valadares); FRANCISCO (em frente ao Santander); LEONARDO (praça das “bolas”) * E POSTO STOP SHOP (avenida Ovídio de Abreu).

Veja também a crônica deste mesmo colunista da edição 1926 abaixo: 

UMA QUESTÃO NÃO SÓ POLÊMICA, COMO MUITO TRISTE

No Grande Papo realizado na Escola Estadual Padre Libério, no bairro de mesmo nome, o tema escolhido pelos alunos do ensino médio de lá foi a Desigualdade Social. Mas não foi nada fácil levar esse evento GP para essa escola,, já que, antes, houve uma luta ferrenha de uma professora daquela instituição de ensino, já que ele teria de ser realizado à tarde e não à noite, como vem sendo realizado, há tantos anos, após o expediente do jornal. Portanto, sair da redação GP, no meio do dia, para realizar um Grande Papo vespertina saía fora do habitual esquema. Mas os pedidos constantes daquela empenhada professora, sem falar no tema escolhido, acabou amolecendo o meu coração e, assim, lá fomos nós, rumo a esse bairro periférico. Porém, durante o evento houve uma ligeira polêmica, quando um dos dois debatedores disse algo, mais ou menos assim:

- Só quem é da raça negra, como eu, sabe como é doloroso carregar essa cor, porque ainda há muito preconceito no Brasil.

Ao ouvir aquilo, comentei, algo assim:

- Acho estranho se falar em raça negra, quando estamos referindo à cor. Para mim, o Brasil foi feito de quatro cores: a vermelha, a branca, a preta e a amarela. Eu, por exemplo, sou branco; não sou, por exemplo, da raça branquela (riso).

Nessa hora, uma professora da escola falou, lá detrás da plateia:

- Quando se fala em raça negra é para distinguir o tipo de pele que a pessoa tem: mais escura, meio escura, menos escura...

Ao ouvir isso, lembro-me que encerrei o assunto dizendo assim:

- Não concordo... Fora isso, o tema de hoje é Desigualdade Social, que está sendo distorcido o, Preconceito Racial, que poderá ser debatido em outro Grande Papo; não neste!

Alguns minutos depois, o evento encerrou-se e, como sempre acontece com quem participa do Grande Papo, algumas falas não saem mais da cabeça da gente. Aí, resolvi dar uma esclarecida aqui sobre o que eu, realmente, penso sobre a polêmica questão. Quando os pretos do Brasil criaram o movimento intitulado Raça Negra, para mim não passou de um preconceito deles sobre eles mesmos, dividindo os pretos em pretos, marrons, chocolates, pardos, mulatos e estimulando, ainda mais, o preconceito de alguns brancos, que ainda fazem referências pejorativas aos pretos, como preto que nem carvão, pretinho, neguinho, escurinho e por aí vai. Diferentemente dos americanos onde o movimento chama-se Black Power e não Niggar Power. Ser chamado de negro lá é, inclusive, algo bastasse ofensivo! É por isso que eu sempre me refiro a uma pessoa preta como preto ou preta. Afinal, como idealizou, um dia, o filósofo francês Jean-Paul Sartre, ao escrever uma sociedade sem raças ou como o psiquiatra preto martinicano/Caribe Frantz Omar Fanon, ao dizer que o negro não existe! Não mais que o branco! Enfim, sonho que não fossem mais usados os termos preto ou negro, branco, amarelo ou vermelho, mas apenas seres humanos!

E você, o que pensa sobre essa tão triste, polêmica e secular questão?

UMA BOA LEITURA!



O editor GP escreve mais uma crônica: TRAIÇÃO E PARTICIPAÇÃO DOS PAIS NAS BRINCADEIRAS DOS FILHOS


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