Selo GP ANO 34 - Nº 1877
Pará de Minas 29/07/2021
Fundação:
Francisco Gabriel Bié Barbosa
Alcance, credibilidade e
imparcialidade,
desde 84
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GENTE PENSANTE 


15/07/2021 | Colunista
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<p><b>GENTE PENSANTE </b></p><br></p>

Veja também a crônica deste mesmo colunista da edição 1874 abaixo: 

SEPARAÇÕES, PARTILHAS, FILHOS DE PAIS IDOSOS, E AMIZADES

Na sala, com piso de tacos velhos, mas limpos, o professor de biodança, que lembrava um urso, com cabelo espesso e da barba brancos muito lisa, solicitou que os quatro alunos daquela turma que se iniciava naquela noite, se assentassem no chão e se apresentassem. Pediu também que, após a apresentação, falassem rapidamente sobre a 1ª coisa que lhes viessem às cabeças. A espirituosa jornalista foi a 1ª a falar:

- Sou fulana, X anos, solteira novamente e, neste momento deveria me chamar Amargura. Acabei de deixar pra trás um casamento de sete anos e não desejo o divórcio a ninguém. Horrível separar as coisas da casa e, ainda mais, os parentes e amigos, de um e de outro...

Em seguida, falou o empresário agrícola:

- Sou cicrano, X anos, casado, dois filhos, se bem que a filha é só da minha mulher. Fui o inventariante da família, após a morte dos meus pais e estou extremamente impressionado como os laços de amor dos meus irmãos, de repente, se transformaram em um único e amargo laço de interesse financeiro...

O próximo a falar foi uma senhora idosa, que, com voz trêmula, falou pausadamente:

- Meu nome é beltrana, X anos, viúva e, infelizmente, dependente dos meus 3 filhos homens. Confesso, com muita tristeza, que não os eduquei bem, porque estou sendo - me desculpem - muito maltratada por eles. Melhor se eu já tivesse partido, com essa covid... (choro).

Por fim, falou o engenheiro:

- Sou fulano, X anos, casado, 2 filhos e uma neta. Minha filha foi mãe solteira aos dezesseis anos... Durante a minha vida inteira ajudei os meus amigos, quando eles precisaram de dinheiro emprestado. Porém, com essa pandemia, o dinheiro fugiu das minhas mãos e, recentemente, tive de fechar a minha empresa. Pensei, então, em pedir socorro aos mesmos amigos, que, um dia, eu tanto ajudei, mas só recebi não na cara...

Após ouvir todos esses relatos, o professor de biodança levantou-se e disse:

- Vejam bem! Ouvimos um relato sobre separação de casal; outro, sobre herança familiar; mais um, sobre inversão de papéis, quando os filhos viram pais e os pais viram filhos; e o último relato sobre amizade. Ouçam agora o que eu penso, em poucas palavras, sobre cada um desses casos relatados por vocês: 1°) Um casal só é conhecido, realmente, ao se divorciar; 2°) irmãos são revelados, verdadeiramente, quando o dinheiro entra no jogo; 3°) filhos só são conhecidos pra valer, após os pais se tornarem seus dependentes; E 4°) amizade verdadeira a gente só fica sabendo se, um dia, precisar da ajuda financeira de algum amigo...

E você, o que pensa sobre cada uma dessas duras situações aqui relatadas?

UMA BOA LEITURA!


O editor GP escreve mais uma crônica: Existiria mais de um Deus?

VEJA NA EDIÇÃO 1875: NAS BANCAS DE 16/07 A 22/07. DEPOIS, SÓ NA GAZETA. 

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