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Ano 42 - Nº 2041

25 de Setembro de 2026

2041

SUPERINTENDENTE EXONERADA CONTA TUDO

Notícias

28/09/2026
SUPERINTENDENTE EXONERADA CONTA TUDO

A exoneração de Tânia de Moura Morato Resende do cargo de Superintendente Regional de Ensino de Pará de Minas provocou repercussão entre profissionais da educação, comunidade escolar, autoridades e representantes políticos do município. A decisão foi publicada no Diário Oficial, no último dia 15, juntamente com o desligamento de outras cinco superintendentes regionais de ensino do estado, que receberam previamente telefonemas, comunicando o desligamento antes da publicação. No caso de Tânia, ela foi comunicada por telefone, horas antes da publicação no Diário Oficial. Mais precisamente às 21H30, do último dia 14. Essa pará-minense esteve à frente da superintendência local, desde 2019, mas ela já havia exercido a função de 2003 a 2015. Depois, em outubro de 2023, foi reconduzida ao cargo, durante uma solenidade realizada na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, que marcou a nomeação e recondução de quarenta e sete profissionais para o comando de superintendências regionais de ensino em Minas. A confirmação da saída veio da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais. Questionada sobre a decisão, a pasta informou que o cargo de superintendentes regionais é de livre nomeação e exoneração, não sendo apresentada uma justificativa específica para a retirada de Tânia do cargo. Até o fechamento desta edição, anteontem, não havia confirmação oficial de um novo nome, para assumir o importante posto da superintendente pará-minense. Porém, a secretaria informou que uma nova designação será comunicada oficialmente pelos canais do governo de Minas, em momento oportuno.

REAÇÕES - * Em Pará de Minas, as reações foram várias e imediatas: * profissionais da superintendência divulgaram uma nota de repúdio à exoneração de Tânia. No documento, a decisão é descrita como inesperada e sem justificativa apresentada aos servidores, além de provocar surpresa entre integrantes da comunidade escolar. A manifestação defende que decisões relacionadas à gestão da educação pública sejam conduzidas com transparência, respeito e reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelos profissionais. * Na Câmara Municipal de Pará de Minas um ofício foi preparado para ser encaminhado ao governador de Minas Gerais, Mateus Simões, solicitando a permanência de Tânia Morato à frente da superintendência. Quatorze dos dezessete vereadores assinaram o documento. Os vereadores Cristiano do Grão Pará, Dinei Calha e Leo Xavier não participaram da iniciativa, por entenderem que a nomeação e a exoneração do cargo são atribuições do governo e não do município.

PODEM VOLTAR ATRÁS? – A possibilidade de reversão da decisão passou a ser discutida, depois que surgiram informações de que, entre as seis exonerações publicadas, duas teriam sido posteriormente revertidas. Com isso, passou a existir expectativa em Pará de Minas de que a situação de Tânia também pudesse ser revista. Mas, até o fechamento desta edição, quarta-feira, 23, não há confirmação oficial de sua recondução. 

E A VERSÃO DE TÂNIA? - A principal dúvida agora é se a exoneração teria motivação política e se haverá reversão dessa decisão. Para saber, a reportagem GP, mesmo tendo ouvido que Tânia Morato  não tinha aceitado nenhuma proposta de entrevista, entrou em contato com ela, por meio do editor GP, quando ela resolveu falar tudo para a GAZETA, da qual ela é assinante.

“Olha, o que aconteceu foi o seguinte: eu recebi uma ligação na segunda-feira, à noite, dia 14, me comunicando que eu iria ser exonerada, já no outro dia. Sobre essa situação de exoneração, alguns colegas meus já tinham passado por isso. Então, gente já tinha sido prevenido que isso poderia, realmente, acontecer, e que era pra gente ter muita cautela, muito cuidado com as campanhas e propagandas políticas. Só que eu não me envolvi em nada, não manifestei apoio a ninguém da direita, da esquerda ou da oposição. Nada, mas mesmo assim eles me exoneraram. A única justificativa que eu recebi foi que o deputado que havia me indicado dessa vez, hoje é prefeito e, infelizmente, eu não tenho mais um deputado do meu lado. Fiquei praticamente vulnerável, órfã, para pedir que ele seja o meu porta-voz junto ao governo. Para completar, o Fábio Avelar, além de não estar sendo mais deputado, ele foi para o lado do Cleitinho, candidato a governador, que é oposição ao atual governo de Minas. Então, houve a determinação de que fossem exonerados todos que estivessem do lado do Cleitinho - e eles entenderam que eu estava do lado dele - por ter sido indicada pelo Fábio. Diante disso, eles acharam por bem me exonerar, sem mais, nem menos e tchau, não precisamos mais de você! Eu fiquei arrasada,” desabafa Tânia.

VOCÊ ACREDITA NA REVERSÃO? - “Muitas colegas minhas que foram exoneradas, retornaram, resolveram o mal-entendido, e foram reconduzidas. No meu caso, um trabalho neste sentido também está sendo feito, quando todos os prefeitos da regional estão me ajudando muito. A campanha está muito grande na internet, as manifestações de repúdio e de apoio, as manifestações de muita gente indignada pela forma como tudo aconteceu, por acharem injusta. Tenho recebido apoio dos vereadores, de ex-deputados, do prefeito, de ex-prefeito, de secretário municipal. É muita gente que está me ajudado muito. Então agora é aguardar, porque a gente não sabe o que está por vir...”

ALGO MAIS? - “A gente precisava ter, novamente, um deputado da cidade, porque a gente fica sem nenhum apoio e a gente a gente depende dos deputados. Enquanto a gente tinha deputados da cidade, eles ficaram do meu lado, o tempo todo. Independentemente de que partido eles eram, eles sempre estiveram do meu lado. Todos eles! Então, eu não posso reclamar!”

A Superintendente Regional de Ensino de Pará de Minas, Tânia Morato, após ter ocupado com competência o cargo, durante 20 anos, foi exonerada, do dia para a noite: “Infelizmente, eu não tenho mais um deputado do meu lado. Fiquei praticamente vulnerável, órfã, para pedir que ele seja o meu porta-voz junto ao governo”