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Pará de Minas 20/05/2022


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O QUE ESTÁ POR TRÁS DA AMEAÇA DE FECHAMENTO DO HOSPITAL?


Em entrevista coletiva, o diretor do Hospital Nossa Senhora da Conceição, médico Gilberto Denoziro, disse que, a partir de 6 de novembro, próxima segunda-feira, o hospital não irá mais atender plantões de Maternidade, Pronto Socorro, Ortopedia, Anestesia, Pediatria. Explicou que não tiveram outra solução a não ser essa medida drástica. Confira mais detalhes do que ele disse.

“Desde que assumimos a direção técnica do hospital, o Osvaldo Leite, como provedor, e eu, como médico, verificamos a grande defasagem dos recursos do Sus dos serviços que o hospital presta. Na gestão passada o HNSC se endividou demais e perdeu a capacidade de administrar esse endividamento. Infelizmente, o hospital já vinha funcionando às custas dos atrasos que ele tem nos pagamentos dos médicos que já estão sem receber o salário dos plantões, há quatro meses. Como manter, então, esses profissionais trabalhando? Se o hospital está funcionando até hoje tem sido pela paciência desses médicos e a Secretaria Municipal de Saúde e a prefeitura não têm se sensibilizado com isso. Fizemos um acordo que não era bom para o hospital, mas, para que as coisas não chegassem a esse ponto, levaram o acordo para a prefeitura, dizendo que ele voltaria assinado no outro dia. Voltou, só que totalmente diferente do que havia sido combinado. Ou seja, um acordo exatamente como era antes e isso é tenebroso para o hospital. O problema é a coisa que se chama subvenção que só acontecerá quando a prefeitura tiver condição de pagar. O acordo foi mal feito, há três anos, e está matando o hospital. A responsabilidade de urgência do município é do poder público. O hospital gasta, em média, quatrocentos e noventa mil por mês de plantões e só recebe duzentos mil. Fizemos um acordo de que faríamos mais cirurgias eletivas e receberíamos trezentos e sessenta mil, mas - repito - na hora de colocar no papel, eles fizeram tudo diferente. Eles não têm nenhuma proposta e o hospital não está pedindo ajuda, mas, sim, remuneração adequada para os serviços prestados. Com isso, nós não tivemos outra solução a não ser paralisar os serviços de plantão. Não há como pagar os médicos que estão trabalhando e se prorrogarmos isso, vai só aumentar a dívida. Como a prefeitura continua insensível, o hospital vai ter que paralisar o plantão da Maternidade, do Pronto Socorro, da Ortopedia, da Anestesia e da Pediatria. É uma atitude extrema, mas foi o Executivo que nos obrigou a tomar. Os atendimentos a pacientes internados e as cirurgias eletivas (cirurgias com agendamento) continuarão. Por falar nisso, a única preocupação do prefeito e do secretário de saúde são as cirurgias eletivas, porque eles acham que cirurgias de urgência são problemas do hospital. Sobre os pacientes de urgência a prefeitura e o secretário de saúde vão ter que procurar um novo lugar para atendê-los,” alfineta o diretor que foi secretário de saúde, por pouco tempo, na atual administração municipal.

UPA VERSUS HOSPITAL - A reportagem GP conversou também com o secretário de saúde, Paulo Duarte. Veja o que ele disse.

“Estamos muito preocupados com a situação da saúde no município e também do único hospital que nós temos e que é nossa referência. Recebemos um comunicado do hospital e nos reunimos com os vereadores para ver o que poderíamos fazer. Pedimos mais prazo, pois não conseguimos acionar a Secretaria Estadual de Saúde, nem a superintendência, por causa do feriado de finados e não temos condições de buscar respaldo. Devemos ter um plano de ação, caso seja irreversível esse fechamento e estudar algumas propostas que foram colocadas pela secretaria de Estado. Não se pode culpar a prefeitura pelo repasse do Rede Resposta que é um programa estadual. Todo recurso direcionado ao hospital passa obrigatoriamente pela Secretaria Municipal de Saúde que, imediatamente, faz o repasse ao hospital. O que a prefeitura coloca no hospital é a subvenção de recursos no valor de setenta mil reais por mês. Isso é o que sempre aconteceu. Quando ela tinha, ela passava. Ou seja, não tinha um compromisso fixo com o hospital. Essa subvenção foi paga em dia até o mês de julho, mas a partir do momento que o hospital entrou na justiça pleiteando a cobrança desses valores, foi suspenso o repasse dessa subvenção. A prefeitura teve uma conversa com os vereadores para que a câmara entrasse com quarenta mil reais e usasse esse recurso em prol de serviço à população. Por isso se fala em eletivas e a prefeitura e a câmara vão comprá-las do hospital. Elas não são deficitárias, podendo gerar recursos para a entidade. Sabe-se que o ambulatório dá prejuízo, mas gera demandas para uma eletiva, um exame ou uma ressonância. A ideia é comprarmos serviço, através de produtividade, para gerar receita ao hospital e ele suprir seu déficit,” afirma Paulo.

PLANTÃO SEM MÉDICOS? - “A Upa não está preparada para receber certos tipos de urgências, porque não é papel dela receber traumas. Ela é urgência e emergência, estabilização do paciente e encaminhamento para a unidade de referência, que é o hospital. Nós precisamos de um prazo para que isso seja definido. O hospital nos enviou uma proposta, nós não concordamos e enviamos uma contraproposta. Não vamos fazer acordo com o hospital para manter médicos em prontidão. Só faremos isso se os plantonistas cumprirem a sua carga horária, porque os médicos da Upa cumprem. Com paciente ou sem paciente, doze horas ele está lá à disposição para atender a população. Eu acho que a gente precisa conversar melhor sobre isso, mas se o hospital fechar as portas e não atender o povo, a Upa vai atender, do melhor jeito possível, como ela sempre tem feito!”

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