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Ano 42 - Nº 2137

28 de Agosto de 2026

2137

HISTÓRIA DE VIDA

Historias

03/09/2026
HISTÓRIA DE VIDA

O texto da História de Vida de hoje é uma coletânea de tudo que Ambrosina escreveu e recortes que ela coletou no decorrer de sua vida. Eles foram transcritos por sua sobrinha Juliana Brochado que os enviou a este GP Jornal, com a esperança de vê-los publicados. Entretanto, o arquivo era bem extenso e, por uma questão de espaço, teve de ser resumido para ser publicado nesta seção GP. Confira.

“No forno de biscoito da Fazenda do Ribeirão do Ouro saíam as receitas as rosquinha de vovó Zulmira, os biscoitos de polvilho da tia Lica, as broinha da tia Edite, entre tantas outras. Havia também uma capela de onde, seguindo para a varanda da casa, havia o Canto do Sino, lugar preferido das moças e rapazes que frequentavam as rezas e missas. Foi nessa casa que nasceu Ambrosina Manoelita Vilela de Melo, em 12 de agosto de 1946, 1ª filha de Jofre Alves Ferreira de Melo e Zulmira Vilela de Melo. A pessoa que ela mais amou no mundo foi seu seu avô Aurélio Alves Ferreira de Melo e ele era tão apegado à Ambro, que a chamava de Meu Rabinho. Nas andanças com ele, aprendeu sobre folhagens, flores, sobre o dia a dia do campo e o respeito a todos que ajudam na lida da roça. Passou a se interessar pelas histórias do tio José Alves Ferreira, que era deputado federal. Ele contou pra ele que teve um colega no Colégio Arquidiocesano de Sabará/MG, que era muito disperso nas aulas, porque ficava sonhando e planejando aeroplanos. Assim, ela conheceu a história de Santos Dumont. Por inúmeras vezes, foi no colo dele que ela adormeceu. A perda do avô para ela foi um dia de muita dor. Sem sombra de dúvidas, ela foi uma filha e cuidadora exemplar.”

INFÂNCIA E JUVENTUDE – “Os afazeres e as bonecas nunca foram o brinquedo preferido de Ambrosina, chegando a apanhar com chicote por desmanchar as casinhas que a irmã e primas faziam. Um dia, ela pegou o chicote e o queimou no fogão de lenha. Ambro foi uma criança travessa e cheia de energia, tanto é que na escola a professora lhe pedia, sem sucesso, que ela fosse calma como os primos. Um dia, ela e as primas tentaram matar uma cobra, que eles a arrastaram viva até o curral, o que irritou muito o avô dela, que precisou matar o animal. Ele reclamou, dizendo assim: Essas meninas precisam de trabalho! Na juventude, Ambro herdou o gosto pelas festas populares e pela dança de sua avó Ambrosina, destacando-se, posteriormente, como líder no Clube 4S da Acar e colaborando com o jornal local O Trevo, além do Estado de Minas. Além disso, ela aplicou seu talento na costura para criar roupas atemporais. Por causa de uma dessas roupas, Susana Souza Lima convidou Ambro para ir para BH. Uma decisão difícil para a época. Na capital, ela conheceu Maria Elvira Salles, passando a ser sua assessora. * Destacou-se no paisagismo, na decoração e como professora de tapete arraiolo, realizando exposições em galerias de Belo Horizonte e Diamantina/MG. * Atuou como ponte para ajudar os mais necessitados, intermediando consultas médicas, regularizando situações e distribuindo sacolas de roupas na região de Ribeirão do Ouro/MG. * Enfim, foi o orgulho dos pais e dedicou-se a proporcionar o melhor para eles, mantendo-se forte, diante das perdas e dos momentos difíceis da família. Fora isso, é uma contadora de causos que adora cuidar, controlar e acompanhar a rotina e a vida de todos da família, com muito amor.”

POLÍTICA - “Foi a vereadora mais votada de Florestal, em 1988, cumprindo quatro mandatos; * Foi a 1ª mulher a presidir a câmara municipal. * Depois, foi a 1ª prefeita daquela cidade, acumulando diversas homenagens e prêmios.”

HOJE EM DIA – “Transformou o Bar do Joel em seu Instagram da vida real, adorando puxar conversa, socializar e viver intensamente. Espírito resiliente e bem-humorado, supera os baques da vida com leveza. E assim, tia Abro segue firme em sua trajetória de bravura, sendo uma inspiração real para toda a sua família, rumo aos 90 anos.”

AMBROSINA MANOELITA VILELA DE MELO, 80

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